terça-feira, 28 de julho de 2026

O ÚLTIMO DIA DE NOSSAS VIDAS


Cada um carrega sua própria sina.
Cada um se torna sua própria derrota
na inútil batalha de sua vida.

Cada um é  todos,
é  ninguém,
é nada.

Amanhã pode ser o último dia de nossas vidas.

sábado, 4 de julho de 2026

A VERDADE NÃO EXISTE

Toda grande verdade
nasce de uma boa mentira.

A realidade não é  o que é 
mas o que se inventa,
o que se aprende, se ensina 
e alimenta a ilusão de uma crença.

Toda grande verdade
é  uma mentira.
Tudo que existe
é caos e imanência.  


sexta-feira, 3 de julho de 2026

CONTRA A MORAL E OS BONS COSTUMES


Não defendendo
deus, patria e família.
Tenho nojo da moral,
dos bons costumes
e da porra toda.

Quero ser livre,
vadiar, fornicar 
e fazer tudo que o diabo gosta.

Quero saber a vida em sua radicalidade
através da máxima intensidade
 da experiência do corpo
 e da invenção de um mundo novo.

Quero ser a mulher vermelha
sobre a grande besta.








segunda-feira, 1 de junho de 2026

A MÍDIA

A mídia dita 
o que deve ser dito,
pensado e consumido.

Ela inventa o fato consumado.
Determina o que deve ser
 discutido.

A mídia dita o que existe,
apesar da realidade.
Ela garante que o mundo
fará sempre sentido
contra o  pensamento crítico.





domingo, 17 de maio de 2026

ESTUPIDEZ E CONSERVADORISMO

A estupidez é filha do mandonismo,
do amor ao poder, 
da servidão voluntária e do conformismo.

É  sinônimo de mediocridade,
fonte da  ignorância e do fanatismo
que sustenta a fé e o patriotismo. 

É coisa de macho branco frustrado 
que transforma seu mal estar em fascismo.

A estupidez é a essência do conservadorismo.






A REVOLTA É A ARTE DE DIZER NÃO

A revolta não produz soluções,
não  perde tempo com negociações. 
Ela é  intransigente, radical.
Mas, acima de tudo, potente.

Ela é  a centelha que acende
o fogo vivo da ruptura,
da destruição  ritual e redentora.

A revolta são os corpos compositos
da multidão
que afirma em praça pública
a contundência de uma recusa,
de um basta,
a urgência de uma revolução.

A revolta é a arte de dizer não
através da rebelião.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

MEU TEMPO

Meu tempo não  é  útil,
linear e produtivo.
Ele é, simplesmente, lúdico, 
imune a agendas,
 relógios e compromissos.

Nele,  todo momento é lento e preguiçoso.
Mas, nem por isso, ele é ocioso.
É  campo de experiências 
onde o corpo se reinventa
no eterno retorno dos dias e das noites.

Meu tempo não é  trabalho,
nem disciplina.
Ele é vadiagem e mudança
através  da qual a vida acontece
na liberdade  de tudo e de todos.

Meu tempo é  o simples passar das coisas
no acontecer despretencioso do mundo.