quinta-feira, 30 de setembro de 2021

ANOITECER BIOGRAFICO

Ancorado em meu passado,
já não me arrisco em tempo aberto.
Vivi o que foi possível, 
sonhando o necessário. 
Agora, 
tudo é nostalgia,
no asilo da memória. 

Eterna é minha mortalidade,
absoluto o silencio 
que me esclarece.

Meu futuro apodrece
entre as ruinas da atualidade,
meu fim ignora o ponto final.
Sei que um século não passa de um instante
e que existo no instante de um naufrágio.





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