enquanto, nas horas, nada acontece
no tédio do calendário,
ou no vazio do tempo do relógio.
Pertuba a ordem estabelecida
a preguiça dos corpos.
Mas a cidade pede trabalho
e desigualdades
nos cenários de produção
de uma vida e razão doentia.
O tempo se perde entre o mercado e a festa.
Mas o dia anoitece
com sede de sonhos
e fome de liberdade.
Que a madrugada rebelde
enforque o dia seguinte,
e queime todos os escritórios,
fábricas e máquinas.
Que triunfe a preguiça
contra um mundo civilizado e atônico.
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