sábado, 30 de agosto de 2025

A CIDADE QUE PASSA

Perdido no vai e vem das ruas
onde as vitrines exibem mercadorias
quase não reparo na paisagem.

Mas o tempo   pesa nos muros,
fachadas, janelas e portas
enquanto as pessoas passam
sob o ritmo dos seus relógios.

A cidade não sabe que eu existo.
Sigo mudo meu caminho
indiferente as suas fachadas,
 janelas e portas.

A cidade, afinal, não me importa.
Um dia tudo será silêncio  e ruína,
um monumento a falência dos tempos modernos,
uma paisagem morta,
cheia de fachadas, janelas e portas.




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