prudentes e sábios.
Prefiro a ousadia dos delinquentes,
indecentes e sátiros.
Gosto dos debochados,
dos marginalizados,
dos que fogem a norma,
dos que não tem papas na língua,
dos que confrontam e nunca se conformam.
Grandes mudanças, afinal,
nunca nascem do diálogo
ou do papo manso dos especialistas.
Por isso, não acredito na boa fé dos opressores,
no discurso rebuscado dos eruditos,
nem peço paciência aos inconformados.
Aposto sempre nos desesperados e desesperançados,
nos que nada tem a perder
e apostam em sua raiva com fome de vida.
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