quarta-feira, 2 de outubro de 2024

TUDO VIRA LIXO

Tudo é descartável e reciclável
no eterno retorno do consumismo.
Não importa se coisa,
gente ou ideia.
Tudo virá, 
em algum momento,
lixo.
Pois, nada  que importa,
ou que não importa,
 é definitivo.
Tudo virá lixo.









sábado, 28 de setembro de 2024

SOBRE O QUE IMPORTA


Eu, que não tenho
ambição ou esperança,
não espero muito da vida.

Tudo que quero
é a segurança de um teto
e o prazer da boa comida.

O resto o tempo leva
ou a gente  esquece
enquanto se perde
por algum caminho. 



















segunda-feira, 16 de setembro de 2024

O QUE NOS IMPORTA

Nos importa apenas
os prazeres efêmeros
de uma existência fútil
sem o peso inútil
das grandes questões da humanidade.

Nos interessa a paz e
o silêncio dos indiferentes
e não a inquieta  verdade dos idealistas.

Afinal, o mundo é grande demais
para caber em nossas vidas
e nada dura pra sempre.

Poder algum é maior
que a potência de nossa indiferença
 e despretensiosas re-existências 
contra a cidade.

O mundo não é para sempre.
Nossa indiferença é uma forma de ser insurgente,
de ir além dos limites da realidade .








sábado, 14 de setembro de 2024

DEPOIS DO FIM DO MUNDO

Conformados a um céu amarelo
nos habituamos ao deserto.

A vida não vive mais
onde habitamos
sob os rigores de um sol estranho.

Esvaziados de mundo,
sobrevivemos ao progresso
e superamos tudo que um dia 
nos definiu como humanos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A MORTE DO FUTURO

O futuro permanece,
ali, inerte,
onde ninguém sabe,
onde nada será 
e tudo se perde.

Adoecemos o tempo.
Agora, nada acontece
enquanto a vida se desfaz
indiferente ao que poderia ser.

Nada se transforma.
Tudo se vai
sem vir a ser.
O futuro morreu e apodrece,
Inútil viver em um planeta doente.


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

PERMANÊNCIAS

A vida muda
enquanto permanecemos
os mesmos
e alheios ao que nos tornamos.

O Ser é sempre o acontecer 
de um outro,
mesmo que ele tenha
o meu rosto.

A vida muda,
aos poucos morro,
e , apesar de tudo,
o mundo ainda é 
o mesmo
sem ser idêntico
a si mesmo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

PÓS MODERNIDADE DESCOLONIAL

Nos dias atuais
ninguém sonha mais
com a felicidade.

Torcemos todos pelo fim do mundo,
pelos últimos dias
da atual sociedade.

Queremos caos e festa!!
Temos sede de transgressões,
revoluções e arte.
Não acreditamos mais na humanidade
em meio aos restos e cacos
da  velha e podre modernidade.