A interiorização subjetiva na
normatividade vigente é o objetivo de qualquer organização social. Afinal, ela
só é possível na medida em que seus membros estejam de acordo de que ela é o
melhor caminho para coabitarmos o mundo.
Por isso pessoas que, em maior ou
menor medida, se sentem fora do jogo, tendem a se tornar um problema antes de
tudo para si mesmas. Não é fácil, colocar-se a margem da sociedade. Mesmo
quando isso se mostra necessário como uma forma de preservar aquilo que temos
de melhor como indivíduos: a capacidade de questionar. Mas o preço a se pagar é
o sacrifício de realizar nossos melhores sonhos, de reconhecer que eles não são
possíveis quando nos embriagamos de lucidez.
Quem escolhe estar na contramão deve antes de
tudo abrir mão do amor próprio e estar pronto para suportar o pior.
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