Na contramão dos rostos na rua
acendo um cigarro
e sigo contra o vento.
Não me perguntem para onde vou,
ou as razões do meu silêncio.
Pessoas não existem.
Apenas rostos que nada me dizem.
Vitrines me prendem o olhar
perdido,
me acordam desejos e imaginações.
São tão atraentes que me levam
a abandonar prematuramente
o passeio deste poema.

Nenhum comentário:
Postar um comentário