Sempre tive um pé na realidade e
outro na fantasia. A mera existência nunca foi para mim suficiente. Nunca
acreditei em nenhuma verdade que não me escapasse entre os dedos, que não se
mostrasse provisória. Sei que a revelia
de todas as minhas certezas, a vida sempre segue em frente, contrariando todas
as minhas vontades. Então pouco importa os rumos das minhas convicções. Tudo é
circunstancial e irrelevante. Da chama de hoje o amanhã fará cinzas. Deixe-me aqui em paz
e desfeito em mim mesmo explorando o avesso dos meus pensamentos entre
uma garrafa e um maço de cigarros. Faça o que bem entender. Apenas não me
chame.

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