quinta-feira, 23 de junho de 2016

UM POUCO DE FUTILIDADE

Apartado do cotidiano,
Dos lugares comuns da vida,
Respiro vertigens e imaginações,
Desenhando no pó dos meus passados,
Retratos inúteis de meus eus abortados.

A vida precisa viver, apesar de nós.
Acabarei resignado e soterrado
sob os escombros do meu vir a ser.

A continuidade do mundo pressupõe o trágico,
O inalcançável e o insensato
Desta   perpetua frustração de viver.

Só resta aproveite o momento.
Renda-se ao fútil , a um sol inútil,

 A espera do anoitecer.

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