segunda-feira, 27 de março de 2017

BANALIDADE HUMANA



Ele era tão comum,
Tão banal e convencional
Que praticamente não existia.
Não passava de estatística,
De mais um rosto vazio na multidão.
Alguém que nada tinha a dizer
E cuja vida se reduzia ao mimetismo social.
Vivia como todo mundo,
Consumia de tudo,
Viajava, estudava
Mas nada sabia da vida
Na superfície árida dos seus atos.


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