Ontem a noite choveu tão
forte
Que era impossível
dormir
Ou pensar.
A chuva acordava
inquietações
E chorava dentro
de mim.
O instante era tão
escuro
No simples devir
do agora
Que eu quase
delirava metafísicas.
Detestava meus
pensamentos,
Minha existência.
Só queria que a
chuva parasse
E me deixasse
dormir.
Mas a chuva era
indiferente
A minha insônia.
A natureza
inteira me ignorava
Como eu ignoro o
mundo.

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