segunda-feira, 20 de março de 2017

SOBRE A CHUVA DE ONTEM



Ontem a noite choveu tão forte

Que era impossível dormir

Ou pensar.



A chuva acordava inquietações

E chorava dentro de mim.



O instante era tão escuro

No simples devir do agora

Que eu quase delirava metafísicas.



Detestava meus pensamentos,

Minha existência.

Só queria que a chuva parasse

E me deixasse dormir.

Mas a chuva era indiferente

A minha insônia.

A natureza inteira me ignorava

Como eu ignoro o mundo.




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