quarta-feira, 24 de julho de 2019

NULIDADE EXISTENCIAL

Seja na rua ou em casa eu quase não  existo.
Sou pálida presença  na paisagem viva.
Falta em mim o desejo, o infinito.
 A vontade de ser parte de qualquer coisa, de saber quem sou entre os outros.
Nenhum prazer me define. Desprendi a querer.
Pouco me importa  os rumos ou o destino do mundo.
Não  me interessa a cidade, o país  e o planeta inteiro.
Quero ser livre de tudo.
Saber que nada me prende ou define.
Quero não  querer,
Ser como uma árvore no fundo da praça.
Quero que ninguém saiba mais de mim.

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