para fazer número
no grande espetáculo da miséria humana.
Vivemos para o tédio, para o consumo,
para os jogos de linguagem,
para provisória, banal e inútil sobrevivência
de todos os dias.
Existimos para acreditar e ter esperanças,
fazer de conta que tudo faz algum sentido,
ou que somos inspirados pela metafísica estúpida
de alguma razão que nos transcende os corpos.
Existimos para o ridículo e vergonha do reino animal
Inconscientes de nossa estrutural bizarrice.
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