domingo, 25 de janeiro de 2026

NOSTALGIA

Sinto falta das coisas pequenas
e maltratadas,
do cotidiano fútil,
da vida periférica e modesta,
da fatalidade de  um dia  de sol.

Sinto falta de ser normal,
das frutas na feira, da TV, do Rádio,
da minha mãe lavando roupa no quintal.

Sinto falta da criança que fui um dia
e morreu tão prematura diante das brutalidades
 de um mundo marcado por desigualdades e opressões.

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