quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

EMBRIAGADA ILUSÃO

Beber mais um pouco
como se fosse vida
e realidade
as felicidades da embriaguez .
Que o mundo
mais uma vez se desfaça
e eu afogue os olhos
em suas palavras.
Amanhã
não existiremos mais.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A VIDA É GRITO

A vida  é um grito
de fantasia e desejo.
Somos feitos de vento,
inacabamentos e histórias
que o mundo ignora.
Só nos resta pensar
contra tudo

o impossível de nós mesmos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

FILOSOFIA DA PROPAGANDA

Levante a cabeça,
acenda um cigarro,
e siga em frente.
O mundo nunca será
o bastante.
Não espere descanso.
é preciso sempre
buscar o impossível.
Mesmo que você não queira,
é sempre necessário.
Não se acomode.
Diz o anuncio na televisão.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

INERCIAS NOTURNAS

A noite era vazia e clara.
Quase não existia
No lento passar do tempo
Que me consumia  ali
Sem qualquer propósito.
O que era eu
Naquela madrugada?
Apenas um conjunto de duvidas,
Afetos e pensamentos desconexos.
Quase não havia realidade
Em meu estar ali inerte
A espera do sono
Ou do amanhecer.
Todas as minhas lutas estavam perdidas.
Todas as soluções eram evidentes
Em meu acontecer sem nexo.
Tudo que eu queria

Era um pouco de sono.

domingo, 3 de janeiro de 2016

FELICIDADE SURREALISTA

Precisava de alguns sonhos novos.
Os antigos já tinham virado pesadelos,
Artigos baratos de ingenuidade
E vontade.
A felicidade, afinal,
É apenas uma barra de chocolate
Ou uma garrafa de cerveja.
Mas temos mais imaginações
Que os fatos.
O futuro dorme no asfalto quente
Enquanto os carros passam.
Mas miramos o horizonte sorridente...
Sempre.

Precisava de alguns sonhos novos,

Pois minhas roupas já estavam rotas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

POEMA DIONISIACO

Dentro de mim
Existe uma sede
Que a cerveja não cala,
Há uma vontade de liberdade
Que exige mais do que o mundo,
Mais que a verdade,
Do que o absurdo e o absoluto
Desta pouca realidade
Que nos embriaga de vazios.
Quero sair as ruas,
Ver retas em curvas
E estragar a ordem do circo.
Dentro de mim mora um Dionísio,
Um rebento do delírio,
Que guardo sonhos, erros

E liberdades.

SOLITUDE ETÍLICA

Nada me parecia certo
Naquele dia sem nexo.
Só sabia que não teria sorte
No magro acontecer
Da velha rotina.
Todos os campeões da literatura
Estão mortos.
Não beberão comigo
Neste bar de subúrbio do mundo.
Tudo que tenho
É a prima matéria do meu malogro.
Então parem com estas buzinas.
Nenhum de nós está indo
A parte alguma.
Escutem o tempo,
Percebem a vida.
Ela é algo distinto
De tudo aquilo

Que já disseram que era.