com um peso de fim de mundo no corpo,
um gosto de catastrofe na boca,
e uma dor de cabeça de coração partido.
Tem dias que viver é inutil
e nada faz sentido.
Eles se tornam cada vez mais frequentes
em tempos de crise do capitalismo,
niilismo e colápso ambiental.
Tem dias que sinto saudades
dos anos da guerra fria,
do medo de um apocalipse nuclear