A madrugada clara e inconstante
quase desaparecia em meus pensamentos.
Pensar era menos que nada.
Apenas existia o quarto
dentro do qual eu me perdia
como o passageiro sonâmbulo
de um transatlântico a deriva.
As horas se desentendiam com o tempo
e a vida se apresentava em cada momento
como um novo enigma.
Um rastro de luz anunciava uma manhã desesperada.

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